projectos
The River Experience Building
atelierSUMO
Dec 12, 2009 - 03:48 PM
O Estuário do rio Nakdong foi designado em 1966 como “Monumento Natural”. Para além da riqueza económica, o rio transporta valores tradicionais e também uma grande riqueza ecológica.
Como “Monumento Vivo” deverá ser respeitosamente exibido e vivido.
“Natureza versus Construção Humana, Conflito ou Harmonia?”
A natureza é sempre activa. Tudo está sujeito à decomposição, erosão, degradação…agressão. Porque não criar uma arquitectura previamente sujeita à erosão? Assim, o edifício será uma clara intervenção da acção humana (o conflito) e ao mesmo tempo uma matéria próxima de todos os elementos naturais (a harmonia).
Deverá esta intervenção artificial, esta aceleração da acção do tempo, ser entendida como um híbrido ou simplesmente como a criação de uma fraude? Nós preferimos defini-la como uma manifestação ambígua e simultânea do Homem e da Natureza.
The River Experience Building:
Elevação do edifício do solo: da cama de fakir à floresta de betão - isolado do terreno, o espaço entre o solo e o edifício permitirá o crescimento de flora, a tendencial movimentação dos terrenos arenosos e mesmo a nidificação de aves. A permeabilidade visual, verticalidade e repetição desta estrutura é uma clara alusão a uma floresta.
A criação de um edifício transparente. O contexto natural é um elemento activo na caracterização do edifício de forma directa pela sua constante presença visual.
A eleição de fachadas activas duplas fará com que o ar circule no vazio intermédio efectuando desta forma a ventilação natural do edifício.
A escolha do vidro Electro-Cerâmico para revestimento exterior permitirá a mutação das fachadas com reacção às alterações da luz e às mudanças de temperatura. Uma vez activado, este sistema, poderá tornar-se transparente, semi-transparente ou até mesmo opaco, é um edifício sensível capaz de reagir aos elementos naturais e eficiente no controlo de energia.
A criação de vazios expressa o desejo conceptual de um edifício sujeito à erosão e ao mesmo tempo cria uma forte ligação entre o construído e o natural: a Natureza funde-se com o edifício. Os visitantes poderão assim estabelecer contactos visuais com a fauna, com a flora e também com o céu.
Os acessos indirectos ao edifício, através de rampas, elementos arquitectónicos com um “tempo lento” próprio, permitem ao visitante a contemplação de todo o parque.
