Casa da Vizinha : projectos : SUMO Granturista

projectos

SUMO Granturista

atelierSUMO: João Bicho; Mafalda Serrano; Nelson Magro

Dec 12, 2009 - 03:36 PM

Para esta proposta foram ponderados diversos cenários de apropriação do espaço, exigindo à “casa de férias” uma adaptação funcional consoante o periodo do ano, diferente número de utilizadores e graus de proximidade.
A tipologia apresentada poderá servir a pelo menos duas familias, sendo constituidas duas unidades independentes que partilham uma sala/cozinha e parte da circulação. Na constituição destas duas unidades foram considerados “laços” de proximidade/relacionamento que poderão conduzir à partilha do espaço. Esta partilha poderá assumir o simples prazer de dividir e usufruir o tempo de férias em conjunto por uma grande familia, por um grupo próximo de amigos ou então satisfazer simples factores económicos, em que o espaço é repartido por “necessidade” e a coabitação é limitada a alguns espaços de utilização comum.
Considera-se que esta proposta poderá apresentar uma solução sustentável no que toca a ocupação e utilização e por isso uma alternativa às “convencionais” tipologias de férias.
A flexibilidade funcional é um dos grandes trunfos da SUMO GRANTURISTA.

De modo a responder a estas imposições funcionais pensou-se numa casa em que o mobiliário existisse de forma integrada, dotando-a de requisitos básicos de habitabilidade, reduzindo assim o investimento, o esforço e o transtorno do transporte de objectos. Esta é uma casa “pronta a habitar” que permite ao Granturista deslocar-se com pouca bagagem.
A existência de mobiliário integrado pretende criar um sentimento de elementariedade, onde prevalece o objectivo prioritário de descanso e descontracção. Estes elementos apresentam uma materialidade neutra que possibilita (se desejada) a sua fácil personalização, podendo esta ser feita com recurso a materiais de expressão e custo reduzidos: uma almofada, um lençol, uma colcha. Procura-se superar a noção de “construído à medida” dos gostos do fruidor para se alcançar a consciência de que o mobiliário/equipamento existe como responta às necessidades básicas do Granturista.

O invólucro exterior é sujeito a uma série de acções que, aliadas à necessidade de dar resposta a exigências funcionais, caracterizam o volume. Desta forma as depressões e/ou saliências visíveis na fachada correspondem a imposições programáticas interiores.
Sendo no seu conjunto uma tipologia t4, a proposta desenvolve-se em três níveis, efectuando-se uma separação entre as duas unidades: 2 x t2.
Para o piso intermédio remeteu-se a sala de refeições/cozinha considerando-se que esta seria a função que melhor se adequaria a espaço comum: o espaço para reunião.

A materialidade resultante é a síntese de um contexto amplo, em que as questões locais são cruzadas com a consciência de uma transnacionalidade.
Este é um produto de uma contaminação cultural e por isso um projecto transgénico. Comporta valores neo-regionais e expressa-se com uma postura assumidamente formalista.

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