projectos
South Park
atelierSUMO
Dec 12, 2009 - 03:42 PM
Localizada no East River, entre Manhattan e Queens, a ilha Roosevelt contém um pequeno conjunto de edificações, testemunho da história da cidade desde a ocupação holandesa.
O concurso pretendia a formalização de um centro de artes que contemplasse a revitalização do Smallpox Hospital, a única ruína classificada no distrito de Manhattan.
As premissas do programa consistiam no desenho universal, a revitalização da ruína e o trabalho com um território que serve de apoio à nidificação de aves.
O gesto protector, ilustrado pela fita, define a abordagem formal e a disposição programática da proposta: a ruína é “protegida” e a nova construção enquadra o edifício pré-existente.
O conceito da “fita” conduz a um sistema de caminhos que ligam todos os espaços. Esta rede pedonal é construída com o recurso a diferentes materiais: mais que uma experiência visual, cada caminho poderá ser reconhecido e diferenciado pelo seu som, toque e temperatura, permitindo uma caminhada multisensorial. A experiência torna-se consequentemente universal.
A proposta apresenta uma estratégia urbana global para o extremo sul da ilha, desenvolvendo um complexo que incorpora não apenas a ruína e o novo programa arquitectónico mas que também configura um novo parque urbano.
O sistema de caminhos panorâmicos motiva um uso plural, enfatizando o carácter público do conjunto proposto. Estes caminhos são materializados parcialmente em passadeiras que tocam pontualmente o solo (não interferindo com a nidificação das aves) e que entram pelo East River ampliando a zona de protecção.
Propõe-se a consolidação da ruína mantendo a sua configuração actual sem o recurso ao pastiche. A proposta não pretende a reconstrução da ruína mas a sua revitalização ao lhe serem introduzidos novos usos. A ruína deverá permanecer como memória e interagir com as novas estruturas.
Dentro do antigo “casco” um conjunto de novas caixas, estruturalmente independentes, acomodam os serviços centrais do Centro de Artes. Uma ampla rampa conduz o visitante à sala de exposições no piso superior.
O jardim de esculturas toma como inspiração as antigas vigas estruturais da ala sul do antigo hospital. Paradoxalmente, este antigo espaço interior é agora uma galeria exterior que incorpora a esplanada da cafetaria. É respeitada a ruína através de uma intervenção de “baixo impacto”.
