projectos
Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental
nadir bonaccorso e sónia silva
Dec 11, 2009 - 06:04 PM
A dificuldade de entender o lugar, a inexistência de uma estrutura definida, a forte presença da paisagem e a vontade de fazer parte integrante desta e de não construir um objecto, levou a entender o edifício como um prolongamento do parque. A ideia é basicamente a de redefinir a paisagem em vez de a pontuar.
Desejo: o plano da terra e a sua infinita horizontalidade.
Construir um novo “chão” ao parque, requalificar o lugar com uma presença semi-enterrada que é retirada, escavada ao parque, um pedaço de chão que se levanta e constrói ao mesmo tempo um monolito encaixado no terreno e um prolongamento do parque para uma cota ligeiramente mais elevada para que se consiga alcançar mais facilmente a direcção apontada – o mar.
Este projecto não fala da ausência de solo, mas pelo contrário fala da sua redefinição, trata da manipulação da superfície do solo e do seu interior.
Um edifício que não se apresenta como um elemento vertical e activo construído sobre a superfície, mas mais horizontal e passivo. Dando ao solo uma superfície activa, um plano construído, onde a própria arquitectura faz emergir como que uma figura improvável e flutuante.
O volume que constrói a nova superfície do parque entendido como uma figura escultórica, esculpida no seu território.
