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Tutores POC: STROOP
May 04, 2010 - 07:20 PM
stroop | landscape urbanism é um atelier de projecto que trabalha na fronteira entre a arquitectura paisagista e o urbanismo. A sua abordagem relaciona-se com os processos, sistemas e estratégias ecológicas, ambientais, infra-estruturais e sociais, que o constituem, com base na identidade, no tempo, na escala e na flexibilidade.
Iniciado em 2007, este atelier, liderado por Sara Machado, projecta zonas urbanas, paisagem e territórios rurais, desde o plano de desenvolvimento urbano ao jardim privado. Os seus projectos são concebidos e posicionados em relação à grande escala geográfica, aos sistemas ambientais e infra-estruturais, juntamente com o imaginário colectivo.
Sara Machado, membro da “European Federation of Landscape Architects” e da Ordem dos Arquitectos, fundadora do atelier stroop, é licenciada em Planeamento Urbano e Territorial pela Faculdade de Arquitectura, da Universidade Técnica de Lisboa, e graduada em Barcelona pelo Mestrado em Arquitectura Paisagista da Universitat Politecnica de Catalunya. Desenvolveu vários projectos de arquitectura paisagista e desenho urbano com o atelier Kaap3, Ontwerpbureau em Roterdão, em Nova York com Ken Smith, Landscape Arqchitect, e em Barcelona com Bet Figueras, Arquitecte Paisatgista. Em 2007 inicia em Lisboa a sua actividade profissional como arquitecta no atelier Global, arquitectura paisagista, e PROAP. Mais tarde nesse ano funda o atelier stroop | landscape urbanism.
Mais Informação www.stroop.pt

TEMA
Post oil city: Open space under construction
Dentro do cenário POST OIL CITIES, existe a oportunidade para reconsiderar a atitude e o comportamento perante a natureza, a forma como vivemos a cidade e os recursos que teremos. A nossa intervenção vai marcar a diferença?
A paisagem urbana deverá definir direcções e visões alternativas para elementos urbanos e paisagísticos que afirmem a identidade, a estrutura de lazer e a qualidade de vida em Lisboa.
Neste sentido, a paisagem tem a capacidade de funcionar como importantes núcleos ou artérias ecológicas, e a capacidade de fazer a transferência de escalas, ao colocar tecidos urbanos na interacção de uma escala regional e de um contexto biótico, que deverá antecipar mudanças, incertezas e compromissos, utilizando os recursos existentes na cidade. A estrutura ecológica urbana deve dar resposta à realidade física, social, económica e ambiental, de forma a garantir uma cidade diversa, viva, integrada e socialmente sustentável.
As praças e os jardins são espaços que – pela sua identidade - estão enraizados no dia-a-dia e protegidos pelo habitante. Num outro extremo da escala de valores da paisagem urbana, espaços que têm uma dinâmica muito própria como os terrenos expectantes, os limites descaracterizados, as hortas que aparecem em lotes vazios ou a vegetação de um interior de quarteirão, têm muitas vezes uma imagem negativa em relação ao desenvolvimento urbano.
Neste balanço de considerações extremadas, poderíamos pensar numa Lisboa POST OIL não como uma estrutura de elementos definidos, mas uma rede de sistemas com actores que interagem no tempo e definem a sua identidade.