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Tutores POC: Kaputt!
May 04, 2010 - 07:26 PM
Atelier constituído em 2004. O ponto de contacto entre os seus membros foi uma exposição na livraria Ler Devagar em Setembro de 2003 - “O serralheiro, o D.J., e dezassete trabalhos de arquitectura” - onde expunham projectos escolares entre os livros. Após alguns trabalhos e concursos bem sucedidos realizados durante o período de final de curso e estágio profissional, decidiram abrir atelier num velho prédio lisboeta.
Tendo como ponto de partida a arquitectura têm realizado vários trabalhos que ultrapassam a barreira da disciplina: paisagismo, design de equipamento, design gráfico e instalação site specific. Entre outros:
-Menção honrosa em concurso internacional para o plano urbano dos terrenos da fábrica Carlsberg, Voresby, Copenhaga, Dinamarca. Fevereiro de 2007.
-Torre para graffitis no festival Alive 07, Lisboa. Junho 2007.
-Menção honrosa em concurso internacional House of arts and culture, Beirute, Líbano. Fevereiro 2009.
-Consultadoria para adaptação de espaço de tipografia à livraria Ler Devagar, Lisboa. Março 2009.
-Iniciativa Baixa `09 em conjunto com o atelier MOOV, baixa pombalina, Lisboa, Junho 2009
-Instalação para a entrada da exposição “Habitar Portugal 2006-2008”, Cascais, Setembro 2009.
-Instalação na exposição Geração Z, galeria da OA, Lisboa, Novembro 2009.
Kaputt!: Ana Brütt, Filipe Moreira, Irene Bonacchi , Kirill de Lancastre Jedenov , Luca Martinucci, Manuel Ribeiro, Rita Ferreira, Sérgio Antunes e Sofia Reis Couto.

TEMA WORKSHOP
Baixa 2099
A subida do nível das águas foi maior do que o esperado, o Tejo avançou pela Baixa dentro, transformando as artérias principais em canais navegáveis. As embarcações de médio porte, ficam atracadas no Terreiro do Paço. Não se conhecem as razões das alterações visíveis na cidade de Lisboa: o rio verde de uma incrível transparência, os céus rosados, púrpuras e roxos como um eterno pôr-do-sol. A densidade do ar, como uma espessura invisível. A Baixa, agora abandonada, tem os quarteirões desocupados e isolados uns dos outros. Um território desgovernado.
Propomos através de uma suposição fantasiosa explorar soluções para um problema real. Partindo da catastrófica(?) possibilidade de uma subida acentuada das águas do mar, estudar o impacto deste fenómeno em Lisboa.
A baixa pombalina, pela sua posição geográfica, seria seriamente afectada por este fenómeno, facilmente se imaginando todo o piso térreo inundado. Historicamente os prédios desta zona têm uma vocação semi-pública com ateliers, lojas e oficinas a funcionar nos pisos altos e as suas escadas são uma extensão natural da rua. Caso este cenário se verificasse esta vocação aumentaria? Será que há uma invisível rede social que liga todos estes pisos altos? E se esta rede se tornar percurso? Uma segunda camada de rua feita de espaços livres, sem programa, sem ocupação pré-definida, criadora de oportunidades ainda por descobrir.
Pretende-se através deste estudo contribuir para uma reflexão sobre as consequências urbanas do aquecimento global e em paralelo reflectir sobre soluções para a baixa pombalina.