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Tutores POC: ADOC

May 03, 2010 - 07:11 PM
Tutores POC: ADOC

Duarte Cardoso Ferreira nasceu em Lisboa, em 1978. Arquitecto pela Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa, em 2001, frequentou o Mestrado em Teoria da Arquitectura na mesma Universidade em 2005. Iniciou a actividade profissional em 1999, com o Arq. Miguel Mira, em 2001 iniciou o desenvolvimento de vários projectos em co-autoria, em 2002 ingressou a equipa do atelier Axonométrica, onde foi coordenador de projectos. Em 2006 foi nomeado representante delegado da Fundação Chillida-Leku em Lisboa e fundou o ADOC com Nuno Lobo Guerra, Ricardo Boaventura e Rita Frias Silva.

Mais Informação www.adoc.pt

COMENTÁRIOS

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TEMA

POST-OIL CITIES
Imagining Cities Beyond Oil
ADOC
TEMA: A Biocompatibilidade das Cidades
Falar de post-oil cities implicará, sempre, falar de sustentabilidade, na sua mais ampla acepção.
Se continuarmos a tentar resolver o problema global da emissão de gases com efeitos de estufa e da iminente escassez do petróleo, através do recurso a tecnologias despendiosas, de curto periodo de vida útil, desenvolvidas com o intuito de reduzir o consumo de petróleo per capita, ou através do incentivo ao uso do automóvel híbrido, não estaremos a fazer mais que combater um motor económico com outro motor económico. Ambos finitos. Estaremos a discutir, dentro das próximas décadas, as “post-whatever else cities”. Qual é a factura energética de um painel fotovoltaico, ou de uma bateria de um carro híbrido? E qual é o período de vida útil de cada um? E o que faremos com essa tecnologia e com esses equipamentos, quando a sua substituição fôr imperativa para que os sistemas continuem a funcionar?
Toda a industria da construção, toda a mobilidade, todos os alimentos têm petróleo na sua cadeia de produção/exploração/consumo.
Efectivamente, se quisermos caminhar no sentido de nos emanciparmos de determinadas formatações, como a da dependência do petróleo, teremos que olhar para o limite, sem qualquer tipo de receio de sermos utópicos. Pelo menos no panorama teórico. De facto a utopia não é imaginar o impossivel, mas sim, precisamente, o que é possivel de imaginar.
Nós, os arquitectos, falamos muito do lugar. O lugar é o suporte dos primeiros in put dos nossos projectos de arquitectura. Estaremos a lê-lo profundamente?
Porque será que o Homem, desde a sua mais ancestral sedentaridade, desde a sua primeira experiência enquanto ser social, sempre que inicia uma comunidade social, um sistema de infraestruturas que lhe permita permanecer num determinado lugar, uma cidade, e ser “auto-suficiente”, fá-lo de forma que é sempre finita? No limite, as cidades têm sido intervenções que, pela sua génese, mais cedo ou mais tarde são autênticas rupturas com o território natural.
E porque será a espécie humana a única que não dialoga em pleno com o território natural?
Será possivel erigir uma cidade biocompatível com o território que a acolhe?
Será possivel transformar uma cidade consolidada, para que venha a ser muito mais biocompatível?
O desafio que se lança aos participantes deste workshop é o de imaginar o possivel, numa perspectiva construtiva, contributiva, e com o ponto de partida simples: hoje!


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