SBT Shelter Beyond Tent
Feb 10, 2010 - 12:30 PM
As soluções para Habitação de Emergência sempre se mostraram inadaptadas no que diz respeito à integração num contexto social, cultural e humanitário. Pode um Abrigo de Emergência para áreas afectadas por catástrofes criar eventos e sentido de comunidade para as pessoas necessitadas?
Eu procuro soluções arquitectónicas para situações específicas, de crise humanitária e social. Penso que há uma desistência da arquitectura enquanto arte social para se tornar uma arte cultural. Os meus interesses lidam com soluções de desenho que possam ajudar à criação de comunidades afectadas por vários tipos de acontecimentos negativos, naturais ou não. Como arquitecto, quero regressar ao básico e entender as complexidades naturais entre caos e arquitectura.
Na AD Magazine (Março 2001), Mark Prizeman explica o estado da Habitação de Emergência, onde os países ocidentais fornecem frequentemente abrigos pré-fabricados de modo egoísta, insensível e interessadamente económico. Olhando para exemplos particulares e recentes como o terramoto de 1999 na Turquia, o de 1996 em Kobe, no Japão, ou a guerra nos Balcãs, ele sugere meios de rectificar a situação de modo a utilizar a inteligência construtiva dentro de determinado contexto cultural, utilizando as suas técnicas e ferramentas, em vez de soluções inflexíveis.

Defini assim seis parâmetros a seguir:
1. Deve durar o suficiente para permitir a reconstrução das moradias permanentes.
2. Deve ser económico.
3. Deve ser de rápida construção.
4. Deve ser construído localmente, pela população.
5. Deve ser construído em locais diversos.
6. Deve manter as pessoas saudáveis e fortes. O abrigo temporário também deve manter um ambiente seco, quente e higiénico.
Porque não um abrigo?
Arquitectura Erik Von Gundlach
Data 2004
Web www.vongundlach.com