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Aço Vegetal

Jun 22, 2009 - 06:23 AM
Aço Vegetal
Bambu II
O Bambu conta com uma normativa ISO que fixa os standards internacionais, e que através da ISO 22156 —preparada pelo comitê técnico ISO/TC 165 relativo às madeiras estruturais foi aprovada com a cooperação do INBAR, International Network for Bamboo And Rattan— especifica todas as particularidades técnicas do material para ser utilizado como material estructural na construção. Além disso, o bambu conta com certificações FSC —Forest Stewardship Council— que controlam todo o percurso do Bambu desde que se planta até que se colhe, trata e transforma em produto de mercado.
Pode parecer trivial mas não é, porque de que maneira se pode simular a continuidade do material que a cada determinado espaço contém um nó, que muda de secção se é cortado em toda a sua longitude (normalmente a parte utilizada no sector da construção é o terço intermédio da cana) ou que não se encontra perfeitamente plano ou recto? Aqui é quando a nossa visão de europeu nos prejudica. o Bambu não pode ser comparado com um perfil laminado de aço ainda que possa competir estruturalmente com ele em mais ocasiões das que podemos pensar. Em 1996, numa viagem de estudo a Shanghai e Hong Kong, os locais explicavam, queixosos, que o governo ainda Inglês colonialista, tinha proibido subir andaimes de bambu de mais de 19 andares (!). Sim, dezanove andares de andaimes construidos na totalidade em cana de Bambu. Mas o mais fascinate da situação era ver como os andaimes de Bambu se utilizavam para construir arranha-céus e que em vez de estarem apoiados no solo, se começavam a construir no sétimo andar para chegar até ao vigésimo quinto, por exemplo. image Pontes Jorg Stamm Também chama a atenção como o Bambu pode mudar variar nas suas caracteristicas técnicas. Jorg Stamm, carpinteiro alemão mas famoso na Venezuela por uma ponte em Bambu, coberta como as "Pontes de Madison County", com 52 metros de vão sem pilares intermédios, explicava no Taller de Construccion Sostenible organizado pelo Colegio de Arquitectos de las Islas Baleares, ELISAVA e EsArq_UIC ((PEREZ ARNAL, Ignasi; BRAJOVIC, Marko; SANDRETTI, Federica; O'BRIEN; Mauri: El viaje de la princesa. El Far, 2005. Distribuido por Actar) como sellecionar as melhores canas. Uns tinham uma densidade superior, aumentando o seu peso, a sua resistência e densidade, até ao ponto de ser impossivel levantar com duas mãos, enquanto outros com as mesmas dimensões podiam ser levantados apenas com uma mão. Diego Oliver, um dos exportadores de Bambu com maior conhecimento da matéria prima, resultado de viagens, estudos e comparações práticas, consegue chegar mias longe quando determina a espécie a utilizar de acordo com a sua posterior função na obra: Bambu de montanha, Bambu de Altura, Bambu de Venezuela, do Equador, do Peru ou da Colombia. Cada um tem caracteristicas distintas e deve ser escolhido correctamente. O IPEC de Goiás, um dos três centros de Permacultura no Brasil e reconhecido por instituições em todo o mundo, escolhe a melhor madeira a utilizar através do "bambuseiro". Corta a cana imediatamente por cima de um nó para que a acumulação de humidade ou água não permita o apodrecimento da cana e quase reza antes de o cortar, porque considera a monumental planta (quase se pode chegar a viver dentro dela) como um animal vivo a respeitar. Por isso chamam ao Bambu de "Princesa". image image Workshop bamboolab. Maceió. Brasil
Bambu I
A Salvação Provém de um Rizoma
Bambu II
Aço Vegetal
Bambu III
(brevemente) 3 problemas na Europa. 3 soluções na América Latina… Ignasi Perez Arnal é Director da "Area de Sostenibilidad y Arquitectura" da Escola Tècnica Superior de Arquitectura de Barcelona EsArq_UIC da Universitat Internacional de Catalunya e fundador de axe Arquitectura y Entorno, estudio de arquitectura autor da coleção de livros sobre materiais, produtos e serviços sustentáveis ecomateriales.net . É ainda Director do Master "Diseño y Arquitectura" na ELISAVA , em Barcelona.

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