Casa da Vizinha : artigos : A Salvação é um Rizoma :

artigos

A Salvação é um Rizoma

Oct 05, 2009 - 06:19 AM
A Salvação é um Rizoma
Bambu I
Falar da América do Sul a partir da Europa é uma tarefa dificil. Principalmente porque ocupamos um espaço que não era nosso e por nos termos convertido em modelo desejado onde poder morar. Mas acredito que esta relação se transformou por completo. Agora o caso de estudo é a América Latina e possivelmente será um modelo a repensar desde um ponto de vista sustentável e de integração como o meio. E esta fascinação europeia de simular a criatividade dos desenhos brasileiros, o uso dos materiais naturais da Costa Rica, a investigação espacial da Colombia ou as moradias pré-fabricadas que nos chegam a partir do Chile provocam um grande interesse em trasladar ou extrapolar essas realidades à nossa latitude. E o fazemos com grandes dificuldades, constatando que o que perdemos ou desconhecemos totalmente esses modos de construir que dificilmente serão nossos se não abordamos uma importante transferência de conhecimentos.
O bambu é um desses casos a estudar. A todos nos fascina um material de construção que se pode comer, mas não apenas isso, o bambu pode comer-se, beber-se, vestir-se, utilizar como arma, para fazer papel, como mateiral para meios de transporte ou para construir casas. image China photo Marco L source wikipedia Biologicamente, o bambu é da mesma familia a que pertence a relva ou outras ervas, da familia das graminias, onde existe uma familia botânica que são os bambus. Ou seja, ainda que se pareça, não se trata nem de um arbusto nem de uma árvore. É uma classe de erva, que em realidade existe em 500 espécies diferentes e 200 sub-espécies, mas é a única erva que pode crescer até 60 centimetros diários, a única que se desenvolve com o mesmo diâmetro com que nasce e a única que pode chegar a dezenas de metros de altura. Na realidade é uma das plantas que contém maior CO2 —agora que isto é moda— e além disso é a que menos energia necessita para o seu crescimento. Por isso, podemos considerar como "o mateiral". Por ser o material que menos energia consumiu para o seu crescimento, é o mais "natural" para ser utilizado quando falamos de arquitectura ecológica, sustentável ou ambiental. É um material mais leve do que o osso do dedo menor de uma águia imperial que serve para mover a pena que dirige o seu vôo e, em contrapartida, é conhecido como aço natural. Como o material mais resistente à flexão que não é obtido de forma artificial ou manufacturada.
Bambu I
A Salvação Provém de um Rizoma
Bambu II
Aço Vegetal
Bambu III
(brevemente) 3 problemas na Europa. 3 soluções na América Latina… Ignasi Perez Arnal é Director da "Area de Sostenibilidad y Arquitectura" da Escola Tècnica Superior de Arquitectura de Barcelona EsArq_UIC da Universitat Internacional de Catalunya e fundador de axe Arquitectura y Entorno, estudio de arquitectura autor da coleção de livros sobre materiais, produtos e serviços sustentáveis ecomateriales.net . É ainda Director do Master "Diseño y Arquitectura" na ELISAVA , em Barcelona.

COMENTÁRIOS


ESCREVA O SEU COMENTÁRIO


















IR PARA


BOOKMARK

TWITTER FACEBOOK

POC WORKSHOP


PATROCINIO


ORGANIZAÇÃO


HOSTING